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BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Mulher, de 20 a 25 anos
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2010
Um número redondo, par, terminado em zero... Independente do horóscopo, da numerologia e runas, faz-se necessário agir! Que 2010 venha, pois se não vir, eu tô!!!
Escrito por Srta DiDi às 18h39
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Cara de domingo!
Hoje acordei, coloquei o pé para fora de casa e cheguei a sentir o cheiro de pastel! É o Natal... O dia com mais cara de Domingo, não importa o dia da semana que caia! Apesar de, graças ao menino Jesus, não termos o Faustão e o GuGu em nossa companhia, os programas são renovados para tudo aquilo que acontece todos os anos: Simoni, Roberto Carlos, Xuxa... Tudo sempre igual, sempre o mesmo almoço, a mesma ceia, o mesmo Papai Noel. E mesmo assim, pra provar que somos brasileiros e não desistimos nunca, acreditamos que as energias se renovam, abraçamos os inimigos e sorrimos para o mundo! Isso é necessário! Acreditamos tanto que acontece, renovamos! Uma Feliz Renovação para todos nós!
Escrito por Srta DiDi às 12h28
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Por aí...
Me sinto corajosa ao andar por cima das grades que separam o solo do grande buraco do metrô, Olho para baixo como quem não tem medo de altura e piso firme/leve procurando ao mesmo tempo o solo de concreto, calculando para onde pular como quem não confia tanto em si. Espero ver pessoas diferentes que de tanto tornam-se iguais, pertencentes a uma tribo, seita, etnia, mas que carregam no olhar, as vezes amistoso as vezes repudiador, uma singularidade que me tranquiliza com a esperança de talvez eu possa também ser singular. Ouço vozes diferentes e espero ouvir conversas em outras línguas: 20% das conversas que me esforço para escutar são provocadas pela curiosidade que a traição dos meus ouvidos, por passar rápido demais pelos outros, me fazem achar que falam como não se fala aqui...Os outros 80% é porque não tenho vergonha na cara mesmo! Gosto de entender as particularidades, ouvir os causos e saber cada história interessante, nunca são banais: Incrível como as coisas mais simples viram histórias dignas de serem escritas e arquivadas em minha mente! Mas logo esqueço e curvo a cabeça na direção de onde as vozes saem para sentir um pouco mais. Quantas experiências interessantes os eles e elas que percorrem as ruas não sabem que me fizeram rir, chorar e até passar dias pensando numa solução para seus problemas os quais eu nunca conseguiria contar! Prefiro o sol que parece emanar uma música junto aos raios, que deixa as pessoas mais felizes e permite que saiam de casa dançando em seus passos. Mas também gosto de dançar com a companhia da garoa fina, que molha aos poucos de cima para baixo, e depois de alguns minutos, de baixo para cima. Não é a Paulista, a Av. Pompéia, a Rua Tito, a praça da República, a Sé... É qualquer lugar dessa cidade, qualquer lugar perto de qualquer pessoa: São as poucas belezas que essa "selva de concreto" me proporciona.
Escrito por Srta DiDi às 13h36
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A arte de não entender...
Penso que a vida é a grande arte de não entender! Não entender o outro, não entender os sinais, não entender a forma assim como o conteúdo. Nunca entender as regras do jogo, qual o jogo e se ha um jogo. Eterna luta de querer entender a sí próprio e acabar caminhando para o outro lado, totalmente inverso, distante... Mas sempre voltar a tentar entender... A vida é uma luta por respostas, e quando se acha, morre, ou se morre feliz por nunca ter encontrado... Deixe-me sem entender... Que ao menos isso seja permitido! Prefiro essa eterna busca!
Escrito por Srta DiDi às 18h15
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A vida é sonho...
Sonhos leves, que despertam de um sono pesado: Em meio ao cansaço eu deito e flutuo em nuvens desconhecidas em um plano que não se descobriu ainda qual é, e tomara que não se descubra nunca! Acordo em noites escuras como quem não tivesse despertado e não tenho controle sobre mim: São os sonhos pesados de um sono leve... Chegam de surpresa e me fazem desesperar pela falta de controle racional sobre mim, São sentidos: Um lugar que não se descobriu onde fica, e tomara que não se descubra nunca! Mais próximos da rotina, meu sono leve não me faz pensar que sou a realidade quando vivo em sono, ou que sou sonho quando vivo realidade. O perigoso é não acordar, Ou não dormir jamais... Sem entender, e tomara que não se entenda nunca, eu vivo a vida em sonhos, pois estes sonhos são...
Escrito por Srta DiDi às 16h20
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Meros humanos...
Dois seres imperfeitos, meros humanos... Sentem ciúme, inveja, brigam, se reconciliam... Choram ao se despedir mesmo sabendo que no dia seguinte estarão juntos! Amo amar essa imperfeição que eu, por ser imperfeita, sei que me completa!
Escrito por Srta DiDi às 14h20
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Cansei de procurar fora, a resposta deve estar em algum lugar dentro de mim.
Pode parecer óbvio de tão clichê que é, mas eu sinto muita coisa que não sei de onde vem. Meu corpo é um imenso mundo que eu não conheço, procuro as respostas sempre em pílulas milagrosas que possam curar meu mal estar: A pílula contra o sono, contra o desânimo, contra a ignorância, a falta de paciência, a ansiedade... São 22 anos de enganos com pílulas de farinha, pois ainda se fossem de açucar, adoçariam minha vida. Me lembro de receber um ursinho quando bem pequena apareci com febre, acho que hoje em dia eu busco a febre aguardando novo mimo! Eu causo meu mal estar, eu não sei me curar. Preciso escrever minha bula e criar o habito de lê-lá ao menos duas vezes ao dia: Olhar o mundo partindo do que sou para ele, não o que faz para mim. Não sou vítima de nada além do meu próprio mal... Sei que a resposta está em algum lugar, eu só preciso acha primeiro o botão do ânimo para continuar a busca!
Escrito por Srta DiDi às 22h48
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Eu irei até o topo da montanha pra dizer que estou cansada, mas chegarei lá...
Escrito por Srta DiDi às 22h08
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Usarei as palavras mais faceis! Direi sempre que possível o mais simples que me permitir meu vocabulario: meu dicionário de duas páginas! Já me enrosco com facilidade nesse nó de letras que eu mesma crio acompanhadas com o movimento daminhas mãos e ao invés de desembaralhar, mexem-se descordenadamente acompanhando meus movimentos estabanados e desconexos, embaralham mis ainda o que falo... Me confunde! E durante as noites solitárias onde meu sono pretende organizar meus pensamentos, ele se embanana e eu acordo assim, já com as mãos desparadas, sem saber o que passou! Ai meus dias! Meus invernos de pensamento, minha boca que age mais rápida que meus olhos, elas nem veem o que falam!
Escrito por Srta DiDi às 16h12
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Meu infinito particular
Qual foi a última utopia por qual lutei? Qual foi a última utopia em que acreditei? Utopias não foram feitas pra mim! Meus sonhos de criança serelepe foram as últimas coisas que me fizeram acreditar em algo que não era palpável. Hoje, meu infinito particular só permite que adentre em suas muralhas o certo, o concreto, o visível. Prefiro andar ao chão, as nuvens se desfazem de maneira muito fácil e o tombo acaba sendo no asfalto. Malditos pessimistas que enxergaram o fim das utopias e me fizeram crescer em um ambiente sem expectativas, escreveram o final trágico para "happy ends" e eu aceitei de braço abertos, chorando um final shakespereano de traições, intrigas, difamações... Não consigo crer no Comunismo, mas não aceito o Capitalismo, não vejo solução, eu choro! Eu bato, me mato aos poucos com punhaladas indiretamete de outras mãos... Meu infinito particular é vazio, sem luz, se cor, sem sonhos... É objetivado e chato!
Escrito por Srta DiDi às 11h22
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Secou, secou!
As lágrimas secaram, e eu consigo até enxergar o sol! Continuo vagando sozinha... Mas não me importo mais com isso! Deixa o sol me queimar, o sereno me gripar, a chuva me molhar... Mas eu não vou deixar de sair na rua não!
Escrito por Srta DiDi às 11h49
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Carta que nunca será entregue....
Oi amigo... São 6 e pouco da manhã, quase 7! Não consigo dormir,não consigo acordar... Dormi em meio a lágrimas e não pude te ligar, acho que você não me escutaria mais, com razão! Que tonta fui eu, de deixar você sair da minha vida, e hoje eu pretrifique por dentro e não posso recorrer à você! Na época em que vi que já não eramos os mesmos, sofri calada com a idéia de que valeria a pena, engano... Eu preciso chorar, preciso desabafar, e tenho que me contentar com o travesseiro seco, sem vida... Não te peço desculpas, não teria porque... Hoje és feliz, só eu que não!
Escrito por Srta DiDi às 07h16
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Velho Porto
Começa em cada extremidade do corpo: na ponta de cada dedo, no fios do cabelo, em cada pelo de cada poro que envolve meu corpo. Sobe e desce pela espinha, chega na boca do estômago, dá um nó na garganta e como se espremesse uma toalha molhada, vai me enxarcando até sair pelos olhos. É uma saudade, uma vontade, um não sei o que porque nunca senti antes... Mas que me revira e me confunde a cabeça quando o cérebro começa a funcionar, me dá uma incerteza, uma insegurança de sei lá o que, porque nunca senti antes... Nem o sol destes dias de inverno ensolarado me acolhem... O que será que é? O que será que eu não sei? O que será que virá? Saudades mescladas com horror, tristeza, insatisfação! E cada vez que me ponho a pensar, a imaginar o que meu lado desconfiado recém-criado me permite, a toalha torce... Me sentindo um velho Porto sem navios, sem lua cheia, sem casais apaixonados olhando estrelas... Um Porto velho e vazio, só ouvindo a água do mar bater e me acordar...
Escrito por Srta DiDi às 11h43
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No canto...
No canto de canto mesmo, canto de parede, canto da casa... Onde duas superficies brancas se encontram e a gente pode se esconder, contar segredos, aflições, chorar aquele choro mudo que ninguém vai ver, engolindo seco pra ninguém ouvir... No canto eu também canto, cantos tristes de solidão, lamentação, canto baixinho, engolindo as letras a seco pra ninguém ouvir, ninguém me incomodar atrapalhando meu canto. Canto feliz se canta sem paredes, nas ruas abertas que é pra todo mundo ouvir e sentir inveja de tanto bem. Eu fico no meu canto cantando as dores, os amores, cantos passados, cantos alheios... Tudo no meu canto que é pra ningué me incomodar e eu não a ninguém...
Escrito por Srta DiDi às 13h44
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"-Morreu de que? -Ah, foi de Capitalismo."
"-Não havia se matado? (pergunta alguém com cara de censura) -Não, não, foi o Capitalismo mesmo..." A diarréia mal curada por falta de um soro, o acidente no trânsito pela pressa de chegar, o tiro do policial para a falta de um pão, o tiro do "delinquente" pela falta do pão, os punhos cortados pela solidão, o vício adquirido para tampar um buraco, a overdose pelo buraco ser fundo demais, a febre fervendo pela falta de cobertô, o tumor desenvolido pela pressão e estresse, a anemia profunda pela falta de ferro, um pulo da ponte pela consciencia que se há ferro demais é porque falta em algum lugar, o assassinato pois a vida não vale mesmo muita coisa... Diante de tantas formas que o Capitalimo pode matar, me pergunto o que é melhor? A ditadura de esquerda onde a fome é sanada, onde a liberdade não exite e a morte acontece mas sabe-se quem é o culpado, ou a morte, o suícidio, o assassinato, a loucura, a "liberdade" ocasionada pela famosa mão invisível? Desistir é também descordar, uns se matam enquanto eu sou assassinada e, concordando, me mato aos poucos...
Escrito por Srta DiDi às 22h14
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